Fontes
Os dados do Brasil Sintético vêm de fontes públicas. As licenças delas pedem o crédito onde os dados aparecem: no seu relatório, na sua tela e na resposta do seu agente. Cada resposta da API traz o crédito das fontes que ela usa, em fontes.
Onde cada fonte entra
Seção intitulada “Onde cada fonte entra”| O que | Fontes | Créditos e licenças |
|---|---|---|
| A população sintética e o grafo social | os Censos 2010 e 2022 do IBGE, a PNADC, a RAIS, o CNPJ, o Censo Escolar, o CNEFE e a TIC Domicílios | Metodologia |
| O diagnóstico por setor | o Censo 2022 e a Malha de Setores Censitários 2022 do IBGE, o Catálogo de Escolas e o Censo Escolar do INEP e o CNES do Ministério da Saúde | O diagnóstico por setor |
| O perfil da cidade e o mapa | as Áreas Urbanizadas do IBGE, o MapBiomas, o Google Open Buildings, o Copernicus DEM e o OpenStreetMap | O perfil da cidade |
| A chuva do município | o CHIRPS v3, do Climate Hazards Center (UC Santa Barbara), e a malha do IBGE | A chuva do município |
| O nome de cada setor | a Malha de Setores Censitários 2022 do IBGE e o OpenStreetMap | abaixo |
O OpenStreetMap nos nomes dos setores
Seção intitulada “O OpenStreetMap nos nomes dos setores”O IBGE dá o nome do bairro a pouco mais de um terço dos setores do país, e só onde a prefeitura informou os bairros. No resto, a malha traz só o distrito, e dezenas de setores vizinhos ficariam com o mesmo nome. O OpenStreetMap, o mapa aberto feito por colaboradores, marca os lugares que as pessoas da cidade reconhecem: bairros, vilas, povoados e sítios. A plataforma usa esses lugares para dar nome aos setores sem bairro.
- O recorte: o do Brasil que a Geofabrik publicou em 12 de outubro de 2026. Os nomes seguem esse recorte: o que mudar depois no OpenStreetMap só aparece com um recorte novo.
- A licença: Open Database License (ODbL) 1.0. O crédito é “© colaboradores do OpenStreetMap”.
- Onde o crédito aparece: junto de todo nome que vem do OpenStreetMap. No console da cidade, ao lado do nome, no inspetor, e na linha de fontes. Na API, no
creditode cada nome e emfontes. No chat, numa nota sob a resposta. Ao usar esses nomes num relatório, mantenha o crédito. - A base derivada: os nomes de cada cidade saem por
GET /v1/municipios/{codigo}/setores/nomes. O método que os produz, a partir do recorte e da malha de setores do IBGE, está abaixo (ODbL, item 4.6.b). - O nome vem como está no OpenStreetMap: com as minúsculas e os erros de digitação de quem o escreveu. A plataforma só tira os espaços repetidos; para corrigir um nome, corrija-o no próprio OpenStreetMap.
Como cada setor ganha um nome
Seção intitulada “Como cada setor ganha um nome”O nome de um setor é o primeiro destes que existir:
- o bairro que a prefeitura informou ao IBGE na malha de setores de 2022;
- o nome que a própria malha do IBGE dá ao setor: o do aglomerado rural, que inclui aldeias indígenas, comunidades quilombolas e agrovilas, ou o do núcleo urbano. Num setor com os dois, vale o do aglomerado. Os valores que não são nome, como “Sem Denominação”, ficam de fora;
- o lugar do OpenStreetMap dentro do setor: um lugar marcado por um ponto que cai no setor, ou por uma área que cobre o ponto interior do setor (um ponto escolhido para ficar sempre dentro dele). Entre vários, vence o tipo mais específico, pela ordem abaixo, e, entre lugares do mesmo tipo, o mais perto do centro do setor;
- o limite de bairro do OpenStreetMap: uma área marcada como limite administrativo de nível 10, com nome, que cobre o ponto interior do setor. Entre várias, vence a menor;
- “perto de” o lugar mais próximo, do mesmo município, a até 1 km do centro do setor. A distância é em linha reta, do centro do setor ao ponto do lugar ou à borda da área mais próxima, arredondada a 10 m;
- o distrito do IBGE.
Ao lado do nome vão os quatro últimos dígitos do código do setor, como em “Centro · setor 0004” ou “perto de Nascente · setor 0016”. Onde dois setores da cidade ficariam com o mesmo nome, entram mais dígitos. Um lugar só dá nome a setores do próprio município.
Os tipos de lugar que contam, do mais específico ao menos específico, com o valor de place no OpenStreetMap:
| Tipo | place |
|---|---|
| casa ou sítio isolado, de uma ou duas famílias | isolated_dwelling |
| povoado, de até umas duzentas pessoas | hamlet |
| parte pequena de uma cidade | neighbourhood |
| parte média de uma cidade | quarter |
| vila, um povoado com vida própria | village |
| parte grande de uma cidade, um bairro | suburb |
| lugar com nome e sem moradores | locality |
A cidade e a sede do município (city, town) não nomeiam setores, e fazendas, lotes, praças e quadras (farm, plot, square, city_block) são menores que um setor.
Por que até 1 km, medido do centro do setor
Seção intitulada “Por que até 1 km, medido do centro do setor”O raio do “perto de” foi fixado por uma medição, antes de a tabela ser construída.
- Uma amostra conferida no mapa: 107 setores de cinco municípios das cinco regiões, todos sem bairro do IBGE (Araripina, Araguaína, Brasília, Pelotas e São Paulo), cada um desenhado sobre o mapa do OpenStreetMap com o lugar proposto.
- Até 500 m do centro do setor, todos os 20 lugares foram reconhecidos.
- De 500 m a 1 km, 13 de 20, com 6 dúvidas e 1 não.
- De 1 km a 1,5 km, 1 de 10, com 6 nãos.
- Uma conferência independente: em parte dos setores sem bairro, a malha do IBGE traz o nome do aglomerado rural ou do núcleo urbano do setor. Ali, o lugar mais próximo do OpenStreetMap é esse mesmo lugar em 65% dos setores até 500 m, em 56% de 500 a 750 m, em 41% de 750 m a 1 km e em 28% de 1 a 1,5 km.
- Do centro, e não da borda: medida da borda, a distância levava um setor rural grande a ter o nome de um povoado na beira dele, a quilômetros de onde moram as pessoas do setor, e a amostra não reconheceu esses nomes.
- O limite: a amostra foi julgada pelo mapa, não por moradores.
- Os nomes novos, conferidos em 14/10/2026: 76 setores de seis municípios (Araripina, Araguaína, Brasília, Pelotas, São Paulo e Barcarena), nos nomes da malha e nos limites de bairro. Nenhum nome errado; metade foi reconhecida no mapa, e a outra metade ficou sem confirmação, porque o mapa não escreve os limites de bairro nem a maior parte das aldeias e comunidades.
O que isso dá no país
Seção intitulada “O que isso dá no país”| Origem do nome | origem |
Setores |
|---|---|---|
| o bairro do IBGE | ibge_bairro |
35,9% |
| o aglomerado rural da malha do IBGE | ibge_aglomerado |
6,6% |
| o núcleo urbano da malha do IBGE | ibge_nucleo |
2,2% |
| o lugar do OpenStreetMap dentro do setor | osm_dentro |
13,7% |
| o limite de bairro do OpenStreetMap | osm_limite |
2,4% |
| “perto de” um lugar do OpenStreetMap | osm_perto |
17,8% |
| o distrito do IBGE | ibge_distrito |
21,5% |
Com os nomes da malha e o OpenStreetMap, 60,7% dos 468.097 setores do país têm o nome do lugar em que estão (os cinco primeiros da tabela), contra 35,9% só com o bairro do IBGE. Nenhum estado tem menos que antes. O Distrito Federal e o Tocantins, que não têm bairro do IBGE, chegam a 25,7% e 32,7% dos setores. O “perto de” chega mais longe na cidade que no campo: o setor rural é grande, e o lugar mais próximo costuma ficar longe do centro dele.

