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A chuva do município

A chuva do município mostra quanto chove em cada um dos 5.570 municípios, mês a mês, desde janeiro de 1981: a normal de 1991–2020, o total de cada ano e quanto ele ficou acima ou abaixo da normal. É contexto para planejar e para ler o resultado, como a época do ano de uma campanha de saúde ou a drenagem de uma cidade. Ela não muda a simulação.

No console da cidade, o cartão da chuva mostra a normal mês a mês e a série anual com a anomalia. Pela API, vem em GET /v1/municipios/{codigo}/chuva, e no MCP pela ferramenta get_city_rainfall. O código é o IBGE, de 7 dígitos.

Campo O que é
normal A normal de 1991–2020: mensal_mm (a média de cada mês, de janeiro a dezembro), anual_mm (a soma delas), mes_mais_chuvoso e periodo.
anos O total de cada ano (total_mm), quantos meses ele soma (meses) e a anomalia contra a normal anual (anomalia_pct). O ano corrente, com menos de doze meses, fica sem anomalia.
meses A série mensal (ano, mes, chuva_mm), desde janeiro de 1981. No MCP, só com meses=true.
periodo O primeiro e o último mês da série.
fontes, aviso A citação que a fonte pede e o que o número é. Mostre os dois junto com os números.
  • A fonte: o CHIRPS v3, do Climate Hazards Center da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara. É uma estimativa de satélite calibrada com pluviômetros, numa grade de 0,05 grau (cerca de 5 km). A versão final de cada mês sai em geral na terceira semana do mês seguinte.
  • O município: a média das células da grade que cobrem o município, cada uma com o peso da parte do município que ocupa. Os 5.570 municípios têm número, Fernando de Noronha incluído.
  • O período: a série vai de janeiro de 1981 a setembro de 2026. Um mês novo entra como versão nova (versao), nunca por cima da anterior.
  • A normal é a média de 1991–2020, o período de referência atual da Organização Meteorológica Mundial. A anomalia de um ano é a diferença entre o total dele e a normal anual, em percentual da normal.

A estimativa foi conferida contra as estações automáticas do INMET com pelo menos 8 anos completos entre 2001 e 2025: 150 estações em 144 municípios. Para cada estação, compara-se o total anual médio da célula que contém a estação com o da estação, nos mesmos anos.

Região Estações Erro mediano do total anual
Centro-Oeste 15 7,6%
Sul 31 6,7%
Nordeste 26 5,8%
Sudeste 72 5,1%
Norte 6 1,7%
Brasil 150 5,9%
  • O Norte vem de só 6 estações: o número dele é o que se mediu, com essa base.
  • A estimativa fica, em mediana, 4,4% acima das estações. O viés aparece também nos anos em que a estação não perdeu nenhuma hora de registro; a causa não foi medida.
  • Estação a estação, o erro varia: 90% das estações ficam até 19,5%, e a pior, em 38,1%.
  • Não é a leitura de um pluviômetro: é a chuva média de uma área. Numa grade de 5 km, os bairros de uma cidade recebem quase sempre o mesmo número.
  • Não é a chuva intensa de curta duração: a série é mensal. Para a drenagem, o que importa é a chuva de 10 minutos ou de uma hora que volta a cada 10 anos, e isso pede outra conta, a curva de intensidade, duração e frequência.
  • CHIRPS v3 (Climate Hazards Center, UC Santa Barbara). Em domínio público, com a renúncia aos direitos onde a lei permite, e sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0. A citação pedida: Climate Hazards Center Infrared Precipitation with Stations version 3 (CHIRPS3) Data Repository, doi:10.15780/G2JQ0P (2025); Funk, C. et al. (2026), The Climate Hazards Center Infrared Precipitation with Stations, Version 3, Sci Data 13, 718, doi:10.1038/s41597-026-07096-4.
  • Malha de municípios e de setores: IBGE.
  • A conferência usou os dados históricos das estações automáticas do INMET. Os dados das estações não são servidos.